• 15
  • Junho
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Clinica de Recuperação
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A terapia cognitivo-comportamental no tratamento da dependência do álcool e das drogas

1º Fase:  Ao início do processo psicológico/terapêutico o psicólogo enfatizará ao paciente a definição da estratégia de intervenção mediante a queixa inicial, ou seja, a avaliação cognitiva do paciente, para que se realiza o planejamento de intervenção dentro do seu plano de tratamento estabelecido na Clínica de recuperação (C-TES), sendo esses a psicoterapia individual, terapias em grupo, e demais atividades que reforcem o seu processo de recuperação da dependência química e alcoólica.
2º Fase:  Trata-se de uma das mais importantes etapas do processo de reabilitação aplicada (Entrevista Motivacional), através de técnicas o psicólogo promoverá a motivação do paciente para que o mesmo possa sentir-se vinculado ao processo terapêutico, trabalhando as emoções do paciente. Para compreender um pouco mais sobre tal processo, analisaremos abaixo uma breve definição sobre a Entrevista Motivacional (E.M).
Entrevista Motivacional

Não há duvidas que a Entrevista Motivacional caracteriza-se como uma ferramenta de valiosa importância no processo psicológico de identificação de valores, sentimentos e emoções do paciente, para que de tal modo possa se conduzir o paciente ao caminho da mudança comportamental. Essa etapa se torna um start, um despertar, um processo reflexivo. Na Clínica de recuperação C-TES centro de tratamento para alcoolistas e dependentes de drogas trabalharemos no sentido de promover a qualidade de vida, qualidade da saúde mental e mudanças comportamentais necessárias para que o paciente volte ao convívio social/familiar podendo viver longe das drogas e dos fatores que o levaram a dependência química. Vale ressaltar que toda mudança passará por estágios motivacionais, de tal modo podendo ser um processo retroativo também dependendo da evolução do paciente, as fases são:
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Pré-Contemplação:  Na Pré-Contemplação o paciente utiliza como mecanismo de defesa a negação, não tem consciência que seu comportamento operante está lhe causando problemas, nem problemas ao seu vínculo familiar, caracterizando-se pelo alto poder de resistência a mudança. Quando o paciente encontra-se nessa fase, é importante que o profissional psicólogo realize intervenções no sentido de encorajá-lo a optar pelo caminho da mudança, promovendo um trabalho de conscientização.
Contemplação:   Na Contemplação, o paciente sai parcialmente da zona de conforto, desata-se o antigo mecanismo de defesa, a negação, e entra-se na fase de aceitação, ou seja, reconhece que seus comportamentos estão lhe causando problemas, entretanto a ambivalência entre ganhos e percas sobre o uso da substancia química persiste, de tal modo cabe ao profissional psicólogo atuar motivando o paciente a continuar no caminho da mudança, o auxiliando a identificar as suas habilidades para a mudança.
Preparação:  Ao chegar nessa fase, o paciente já se encontra em um grau elevado de aceitação, e reconhecendo a necessidade da mudança opta em ouvir, aprender, e criar habilidades comportamentais juntamente com a equipe terapêutica, pois o mesmo já entende que só será difícil promover a reabilitação, ou seja, ocorre a diminuição do poder da autossuficiência.
Ação:  A fase de Ação consistirá na etapa em que o paciente começará a criar ferramentas comportamentais em prol da mudança comportamental, a fim de obter a auto eficácia, tal fase em média durará entre 3 a 6 meses. Quando o paciente apresenta-se nessa fase, o profissional psicólogo trabalhará em um processo de estimulação da capacidade de mudança, com reforços positivos, e com técnicas que o auxiliem, sem atuar de maneira punitiva.
Manutenção:  Sem dúvidas é uma das etapas mais difíceis do processo terapêutico, pois ao chegar nessa fase, o paciente reorganizará o seu estilo de vida, optando por um novo modelo, com mudanças de hábitos e costumes. De tal forma, o profissional psicólogo auxiliará o paciente em tal etapa, sempre orientando da possibilidade de recaída, e que as mudanças são aplicadas de maneira gradativa, e que é necessário que as habilidades adquiridas sejam mantidas, passo a passo. A fim de que o paciente tenha maior conscientização de que a dependência química não tem cura, mas sim tratamento.
3º Fase:   A terceira fase dentro do tratamento baseado na terapia cognitivo comportamental aplicado na Clínica de Recuperação (C-TES) se caracterizará no estágio em que o psicólogo enfatizará a intervenção psicológica em nível estrutural, ou seja, a fim de promover a reestruturação cognitiva o psicólogo trabalhará junto ao paciente a identificação de pensamentos automáticos disfuncionais/crenças, que desencadeiam emoções/sentimentos que consequentemente acarretará em um comportamento, por muitas vezes esse último sendo o uso abusivo de substâncias químicas.
Reestruturação Cognitiva

1.  Identificação de Pensamentos automáticos: Inicialmente o paciente será levado ao entendimento do processo de reestruturação cognitiva, a fim de que o mesmo possa entender todo o processo que será aplicado dentro da terapia, ou seja, nesse primeiro instante da reestruturação cognitiva o paciente é ensinado a compreender a respeito sobre pensamentos automáticos, pensamentos automáticos disfuncionais, crenças centrais e crenças intermediárias.
2.  Registro diário de Pensamentos automáticos disfuncionais (RPD): Após o paciente obter o entendimento sobre a reestruturação cognitiva, o paciente é educado a identificar seus pensamentos disfuncionais, mediante a uma situação relevante ao uso da substância química, tal situação é levantada pelo paciente com o auxílio do psicólogo, de tal forma é entregue ao paciente o registro de pensamentos disfuncionais (RPD), no qual o paciente deverá preencher a situação relevante que poderá leva-lo ao uso de drogas, os pensamentos automáticos decorrentes ao evento anterior, a emoção ou sentimento que causou, e por último qual foi o seu comportamento mediante tal emoção/sentimento. Após o preenchimento do registro de pensamentos disfuncionais (RPD) o psicólogo juntamente ao paciente discutiram todos os registros mencionados, a fim de que o paciente possa identificar os pensamentos automáticos disfuncionais que estão lhe causando alterações no seu comportamento. Esse processo se torna fundamental para a evolução das sessões, pois ali o paciente é ensinado a obter a mudança de pensamentos.

TÉCNICAS UTILIZADAS NO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUIMICA DENTRO DA TERAPIA COGNTIVO COMPORTAMENTAL, APLICADA NA C-TES



A.   Solução de problemas: Técnica utilizada no qual é enfatizado questões relevantes ao uso de substâncias químicas no qual o paciente encontre soluções (prós/contras) optando pela melhor possível, a fim de que o paciente possa ganhar habilidade comportamental adquirindo flexibilidade cognitiva.

B.   Exame de vantagens e desvantagem: Técnica no qual o paciente é ensinado a realizar o processo de auto-observação, no que se refere às vantagens e desvantagens do uso de substâncias químicas, e as vantagens e desvantagens de estar abstinente das mesmas substâncias. Os resultados de tal técnica são satisfatórios, pois o paciente entra em contato com as percas e os ganhos, a auto reflexão é trazida à luz da terapia, no qual se promove o aumento do processo de auto conscientização.

C.   Tal técnica é inserida dentro da terapia cognitivo comportamental, no sentido de fazer que o paciente contemple situações que não lhe gerem sofrimento, o paciente é levado à distração com atividades lúdicas, para promover os pontos positivos que o mesmo possua, e reforçando positivamente qualidades já evidenciadas. De tal forma, o paciente se sentirá ouvido e acolhido, embora mesmo sabendo que tenha vivenciado situações desagradáveis que o levaram a internação, há virtudes para explorar.

D.  Cartões de enfrentamento: Essa técnica enfatizará o raciocínio crítico do paciente mediante determinadas situações que serão pré-estabelecidas antes da aplicação, tratando-se de cartões que fará o paciente resgatar em sua memória de longo e curto prazo situações referentes ao próprio processo terapêutico em que se encontra, no qual vários temas poderão e voltarão a serem abordados.

E.   Relaxamento: Tal técnica enfatizará o relaxamento, no qual o paciente será ensinado e educado a praticar as técnicas, tal como, técnica da respiração, relaxamento com musicoterapia, entre outras, tais técnicas se tornam importantes para que o paciente possa controlar situações de ansiedade, estresse, aumentando a capacidade de autocontrole.

F.   Treinamento de assertividade: Ao trabalhar em tal técnica o psicólogo irá juntamente com o paciente reforçar positivamente a sua posição de defesa e atitude de dizer NÃO as drogas, e principalmente em situações de risco para recaída, assim é esperado que o paciente possa-se engajar-se em tal postura assertiva em um processo de mudança de hábitos e costumes.

G.   Prevenção à recaída: O psicólogo deverá sempre manter ciente o paciente da possibilidade de recaída, mesmo com todos os ganhos obtidos no tratamento, a fim de que o paciente esteja sempre consciente da necessidade de manter-se “limpo”, se autovigiando, mantendo o autocontrole, para que se quando acontecer tal fato, não seja algo ao olhar do paciente, catastrófico. Pois vários fatores poderão leva-lo a recaída tal como, emoções negativas, ambiente social e familiar aversivo, não saber ser assertivo mediante situações em que deverá se posicionar mediante aos fatores de risco, entre outros.

4º Fase:   A quarta fase dentro da Terapia Cognitivo Comportamental aplicada na Clínica de Recuperação (C-TES) terá como premissa a promoção, a generalização, e a assimilação dos ganhos terapêuticos adquiridos, ou seja, um feedback oferecido pelo profissional psicólogo das ferramentas que o paciente conseguiu obter durante o seu tempo de tratamento dentro da C-TES, bem como as orientações voltadas a prevenção de recaídas das drogas e do álcool.
Clinica de Recuperação
Dr. Rafael Silva Rosa de Souza Psicólogo Responsável
A CTES atende qualquer nova possibilidade de tratamento contra drogas e álcool com muita responsabilidade, por isto antes de conduzir uma opinião e até inovar com um novo tratamento medicamentoso devemos olhar com a perspectiva de um profissional realmente capacitado para desenvolver qualquer nova linha de tratamento.