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Clínica Especializada em Dependência Química
Terapia Sistêmica
Terapia Sistêmica

O desenvolvimento da reabilitação do paciente no tratamento contra o uso de drogas e álcool com abordagem terapêutica sistêmica e constelação familiar.

Sobre Adicção e Terapia Sistêmica
Quando pensamos em adicção ou vício, normalmente nos vem à mente a imagem do álcool e das drogas ilícitas, não é mesmo?
Adicção no entanto, é um termo muito mais abrangente: ele envolve qualquer dependência psicológica ou compulsiva.

Também fazem parte da adicção, a compulsão pelo jogo (bingo, cartas, internet...), pela comida, pelo sexo, pela pornografia, por compras, por drogas lícitas como calmantes, antidepressivos, estimulantes, descongestionantes..., e até as compulsões bem aceitas e bem vistas pela nossa sociedade, como por exemplo, o “workaholismo”, que adoece da mesma forma as famílias e aqueles que sofrem desse mal, o vício pelo exercício físico, pela boa forma, pelas cirurgias plásticas, pelo ter que estar bem informado, por fofocas e etc... Muitas dessas compulsões integram a chamada “normose” da sociedade em que vivemos, que em decorrência da nossa “doença coletiva”, simplesmente não enxergamos.

Qualquer forma de compulsão seqüestra a pessoa que a carrega e faz dela refém dos seus impulsos inconscientes, podendo fazer cúmplices todos aqueles dentro do seu convívio mais íntimo.

Os primeiros são adictos pelo vício direto, os demais são adictos pelo vício indireto, através da impotência frente à situação vivida. Estabelece-se uma ligação co-dependente, com maior ou menor comprometimento físico, emocional, mental e espiritual.

Cabem dentro de uma visão sistêmica, as seguintes perguntas:
- O que eu ganho dentro dessa dor? Dessa dinâmica? (adicto direto e adicto indireto)
- No que essa dor, essa dinâmica, me prejudica? (adicto direto e adicto indireto)
- O que eu ganho mantendo isso? (adicto direto e indireto)

Também na dinâmica familiar, na adicção, as pessoas estão “adulteradas”, presas às suas próprias crenças, nos “papéis de babá ou de bebê”.

É difícil lidar com “babá”, porque “babá” tem “certeza do que está fazendo”. “Babá” busca reconhecimento - ele(a) é “perfeito” e não pede ajuda. “Babá” dá, dá, dá, dá, ajuda, ajuda, e depois amaldiçoa...

O “bebê” só pede, chora, queixa, briga, esperneia...

É difícil receber e aceitar o diferente, porque ele nos obriga a reavaliar crenças, a olhar para aquilo que está excluído.

No trabalho com as Constelações Familiares dentro da terapia familiar sistêmica, fica claro o quanto muitos dos problemas que vivemos no presente estão ligados às histórias e vivências dos nossos antepassados.

Bert Hellinger, criador deste método, observou que existe uma ordem nas famílias, existem leis, que quando desrespeitadas, levam a emaranhamentos e sofrimento.

Numa Constelação Familiar, em grupo ou individual, estes emaranhamentos são trazidos à luz, e possibilitam novas percepções dos fatos ocorridos. Através de atitudes como respeito, responsabilidade, aceitação, reverência, inclusão, é possível restabelecer a ordem, de forma que a Vida, o Amor e a Saúde voltem a fluir entre as pessoas.

Nas Constelações que trazem as questões de droga-dependência, isso não é diferente. Também aqui, vem à luz os problemas familiares não solucionados e os emaranhamentos nos destinos de outros membros da família, inconscientes para aqueles que estão repetindo as suas histórias. Com o método da Constelação Familiar é possível atenuar e até romper estes laços invisíveis que fazem adoecer.

Quando é feita a inclusão amorosa dos “fantasmas” que assombram as nossas vidas, eles encontram o seu lugar e ficam em paz. Neste trabalho, “fantasma” significa tudo o que foi excluído indevidamente e assombra a nossa vida na forma dos nossos sintomas.

Novamente cabem perguntas:
- O que eu exclui ou excluo da minha vida?
- O que eu exalto na minha vida? (porque é isso que eu coloco no lugar do que eu excluo...)

O maravilhoso numa Constelação é que estas respostas vem à luz, e podem então, ser integradas.

Frequentemente as dinâmicas ligadas aos vícios, trazem à luz uma ausência da energia masculina na vida do adicto:

- Um pai pode ter faltado cedo na vida da criança
- Um pai pode ter emaranhamentos tão profundos que não “tem olhos” para o filho, que fica “vazio de pai”
- Uma mãe que sente desprezo pelo marido (pai da criança) e o julga muito, pode favorecer o distanciamento entre pai e filho

O “estar vazio”, seja de pai, de mãe ou de ambos, significa que um filho não encontrou qualidade de atenção nos pais quando precisou – eles não olharam realmente para ele. Muito provavelmente, porque eles próprios já estavam também “vazios” dos pais deles, emaranhados nas suas próprias histórias. Frequentemente este “vazio” é crônico nesta dinâmica familiar.

Assim, um filho não consegue sentir fluir nele, a Vida, que veio através dos pais. São os pais, os representantes do Criador, no filho. O filho é na manifestação, metade DNA do pai e metade DNA da mãe. Quando ele julga, não consegue aceitar o que veio deles e fica vazio também.

Na Constelação Familiar a história de cada um é acolhida e olhada com respeito. A pessoa tem a oportunidade de perceber a sua história dentro de um outro olhar: sempre acontece o que é possível acontecer, dentro do grau de consciência e entendimento dos envolvidos na época em que os fatos aconteceram.

Nada acontece e nem aconteceu no passado. Tudo acontece no presente. O passado nada mais é do que um presente que ficou na memória. Sempre é possível trazer aquele presente de ontem de volta para o presente de agora, e aqui, entender e curar as dinâmicas com o olhar possível de hoje.